01/11/2026

O 1º Cavaleiro do Apocalipse (Branco)

 

Meu desenho 


Desenho feito por mim á mão.

Ilustração: o 1º Cavaleiro do Apocalipse: O cavaleiro que cavalga sobre um cavalo Branco e que representa Jesus Cristo - ou o demônio; e que é mencionado na Bíblia Sagrada,  No Livro de Apocalipse: capitulo 6, versos 1 e 2.




 Download do desenho em tamanho original (folha de sulfite A4) na página Galeria, clicando no link Exposição Digital


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REFERÊNCIAS: 


Site Bíblia Online (O Livro de Apocalipse, capítulo 6, versos 1 e 2)

"1 E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e  ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. 

2 E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.




04/10/2026

Filme - O Máskara (1994) mp4

    


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O Máskara.mp4





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Em Edge City vive Stanley Ipkiss, um cara decente que trabalha em um banco mas é socialmente desajeitado e sem muito sucesso com as mulheres. Após um dos piores dias da sua vida, ele acha no mar a estranha máscara de Loki, um deus escandinavo. Quando Stanley coloca a máscara, se transforma em O Máskara, um ser com o rosto verde que possui a coragem para fazer as coisas mais arriscadas e divertidas que Stanley receia fazer, inclusive flertar com Tina Carlyle, a bela e sensual cantora que se apresenta no Coco Bongo, a discoteca do momento. O Máskara tem velocidade sobre-humana e um humor não-convencional e, enquanto isto, o gângster Dorian Tyrrell, que namora Tina, se esforça para destruir o Máskara e se apoderar da máscara para usar seus poderes para o mal.



Ficha técnica completa


Título: The Mask (Original)
Ano produção: 1994
Dirigido por: Chuck Russell (I)
Estreia : 23 de Dezembro de 1994 ( Brasil )
Duração: 101 minutos
Classificação: L - Livre para todos os públicos
Gênero :Ação Comédia Policial Super-herói
Países de Origem: Estados Unidos da América



03/10/2026

Filme - Lampião e Maria Bonita (1982) mp4

    




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O enredo é baseado na vida do mais famoso cangaceiro do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, um pernambucano nascido em 1897, que se transformou no mais forte símbolo do cangaço.


Ficha técnica completa

Título: Lampião e Maria Bonita (Original)
Ano produção: 1982
Dirigido por: Luís Antônio Piá Paulo Afonso Grisolli
Estreia: 26 de Abril de 1982 ( Mundial )
Duração: 101 minutos
Gênero: Drama Faroeste Nacional
Países de Origem: Brasil



02/10/2026

Filme - De Volta Para o Futuro (1985) avi

  


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Marty McFly é um adolescente típico americano dos anos 80. Acidentalmente ele viaja de volta no tempo para 1955 em uma máquina do tempo inventada pelo cientista maluco Dr. Brown. Durante sua incrível viagem ao passado, Marty tem como missão fazer com que seus pais ainda adolescentes se conheçam e se apaixonem. Só assim ele conseguirá ter uma chance de voltar ao futuro.


Ficha técnica completa

Título: Back to the Future (Original)
Ano produção: 1985Dirigido por: Robert Zemeckis
Estreia: 25 de Dezembro de 1985 ( Brasil )
Duração: 115 minutos
Classificação: L - Livre para todos os públicos
Gênero: Aventura Comédia Ficção Científica
Países de Origem: Estados Unidos da América






01/10/2026

Café da Manhã 1983

  

Meu desenho 


Desenho feito por mim á mão


Ilustração: Esta é uma mesa vazia de Café da Manhã, esperando pelas pessoas a se sentarem na mesa para fazer uma refeição neste dia qualquer.




Download do desenho em tamanho original (folha de sulfite A4) na página Galeria, clicando no link Exposição Digital

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REFERÊNCIAS: 

A minha vida - Um cenário que já existe sem a minha presença.




29/09/2026

A Galinha dos Ovos de Ouro - Fábulas de Esopo


Fonte: FÁBULA A Galinha dos Ovos de Ouro - Fábulas de Esopo

Sem data  (Site Fantástica Cultural)

 https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/1090/a_galinha_dos_ovos_de_ouro_-_fabulas_de_esopo

Quando querer mais resulta em obter menos.




Havia um Agricultor que era dono da Galinha mais extraordinária que se possa imaginar: todos os dias, a ave punha um ovo de ouro.

O Agricultor levava os ovos ao mercado e começou a enriquecer, mas não tardou que se tornasse impaciente com a Galinha, pois esta só punha um ovo por dia. Sentia que não estava a enriquecer com rapidez suficiente.

Então um dia, depois de ter acabado de contar o dinheiro, teve a ideia de que poderia obter os ovos de ouro todos de uma vez se matasse a galinha e lhes tirasse de dentro. Mas quando levou esta ideia à prática, descobriu que, por dentro, a galinha era igual a qualquer outra, e que agora já não poria mais ovos.


Moral da História:

O desejo humano pelo progresso tem dois lados. Tentar produzir mais e melhor, obter melhores resultados por meio de estratégias e artifícios, pode gerar grandes avanços para a humanidade. Mas é comum que, nessa busca por alterar um sistema que funciona bem, para que ele funcione ainda melhor, as pessoas ajam de forma irrefletida, arruinando os privilégios que possuíam.

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REFERÊNCIAS


Leia o livro completo online: Fábulas de Esopo (Site Baixe Livros):
Este texto está na página 193

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Minhas Notas:

Li este Livro pela pela primeira vez em 2003 numa biblioteca escolar.







28/09/2026

Música: Jesus Está Lá - Nair Nany

 

Fonte: Site Letras.mus

Título: Jesus Está Lá - Nair Nany

https://www.letras.mus.br/nair-nany/jesus-esta-la/


Música: Jesus Está Lá

Nair Nany


Se caíres, Jesus levanta

Se estiveres doente, Jesus é a cura

E se tiveres questões, Jesus é a resposta

E se precisares de um abraço, Jesus consola


Não é como os homens não, não, não, não, não, não

Não é como os homens não, não, não, não, não, não


Quando oras, Jesus ouve o teu clamor

Quando sofres, Jesus sente a tua dor

Quando precisas, Ele responde com muito amor


Não é como os homens não, não, não, não, não, não

Não é como os homens não, não, não, não, não, não


O nome Dele, o nome Dele é Jesus u-u-us, Jesus u-u-us

O nome Dele, o nome Dele é Jesus u-u-us, Jesus u-u-us


Nas horas escuras da vida, Jesus está lá

Quando ninguém tem tempo prá mim

Só há alguém que eu conheço, Jesus

Nas horas amargas da minha vida, Jesus está lá

O único que conhecendo minhas falhas

Meus defeitos, ficou, Jesus

Jesus, Jesus, uh-uh-uh-uh


Nas horas escuras da vida, Jesus está lá

Quando ninguém tem tempo pra mim

Só há alguém que eu conheço, Jesus

Nas horas amargas da minha vida, Jesus está lá

O único que conhecendo meus maus hábitos ficou, Jesus

Jesus, Jesus, uh-uh-uh-uh


O nome d'Ele

O nome d'Ele é Jesus

Jesus, o Nome d'Ele é Jesus

O nome do meu mestre é Jesus

É Jesus, Jesus


Não tem o que vai me ouvir nessa hora, Jesus

O que seria de mim sem ti, sem ti, sem ti

O que seria de mim sem ti, sem ti


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REFERÊNCIAS


Ouça online e de graça a música Jesus Está Lá de Nair Nany no Youtube


MELHOR AMIGO (JESUS ESTÁ LÁ) - NAIR NANY

Link do Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=sm7IGf787Ug


Canal Naara

Vídeo postado em 08/08/2025







01/08/2026

Como escrever uma Carta e Preencher o envelope

Fonte: Post Sequência Didática: Carta - de 07/04/2011

(Blog Professores Solidarios)

https://professoressolidarios.blogspot.com/2011/04/sequencia-didatica-carta_07.html


Nome original do Post: Sequência Didática: Carta


 1º momento: Conhecendo a carta

Através da oralidade, explore com os alunos as ideias que eles tem de cartas, se eles utilizam esse meio comunicação, com quem, o por quê. Explique a eles como funcionava antigamente o serviço dos correios e como funciona atualmente.


Explore a forma correta de preenchimento de um envelope de carta (remetente, destinatário, CEP).


Em seguida explique aos alunos que a carta é um dos meios de comunicação verbal mais antigos. Através da escrita podemos enviar mensagens para as pessoas. Ela é um meio de comunicação entre pessoas que estão próximas, na mesma cidade ou em lugares muito distantes.

Alguns termos são importantes para escrever uma carta, e assim preenche-la corretamente.

Remetente: Quem envia a carta
Destinatário: Quem recebe a carta

O que há no envelope da carta:
Nome Completo
Endereço Completo
Cep


É importante colocar no endereço dos dois o CEP (Código de Endereçamento Postal). O CEP facilita a distribuição da correspondência nos Correios das cidades.

Distribua para os alunos o modelo de carta abaixo para leitura.


Após a leitura da carta, solicite aos alunos que observem a estrutura dessa forma de comunicação.

Cabeçalho: Compõe-se do local e data.
Saudação: Inicia-se com um cumprimento, por exemplo: querida amiga, prezado senhor...
Mensagem: Dela faz parte o texto da carta, aquilo que você quer transmitir, o assunto principal.
Despedida: até logo, um abraço...
Assinatura: Deve-se assinar o nome.

2º momento: Produção Coletiva

Entregue aos alunos a carta que a Cinderela recebeu uma semana após o seu casamento. Solicite que os alunos localizem na carta os elementos que constituem a estrutura da mesma.

Em seguida, peça que eles circulem na carta esses elementos e façam, abaixo da carta, uma legenda escrevendo o nome deles.

Faça em seguida a leitura da carta e solicite aos alunos que façam a interpretação desse texto.

Proponha aos alunos que escrevam uma carta coletiva como resposta à fada madrinha como se Cinderela a estivesse escrevendo-a. Solicite que todos façam sugestões e depois de organizada a carta na lousa peça aos alunos que registrem-na na folha em anexo.

3º Momento: Organizando uma carta

Diga aos alunos que o castelo da Cinderela estava sendo atacada por inimigos, então ela escreveu uma carta rapidamente, porém toda desorganizada. Peça aos alunos que reescrevam no caderno a carta organizada.

No final, peça a eles que façam a legenda.


4º momento: Organizando uma carta

A Fada madrinha ajudou Cinderela, livrando o castelo dos inimigos, mas Cinderela ainda estava nervosa com o que tinha acontecido e colocou a carta fora de ordem novamente. Dessa vez, solicite que os alunos recortem as partes da carta e organize-a e cole de forma correta.

5º Momento: Solicite que os alunos escrevam uma carta para um colega contando algum fato importante do seu dia. Oriente-os para que lembrem da estrutura de uma carta e do preenchimento correto do envelope.






03/07/2026

Charge: Tragédia em Brumadinho

  Fonte: Post Tragédia em Brumadinho - de 02/02/2019

(Blog do AFTM)

https://blogdoaftm.com.br/charge-tragedia-em-brumadinho





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REFERÊNCIAS


Site da vale do rio doce: Jamais esqueceremos Brumadinho:


Site  Wikipédia: Rompimento de barragem em Brumadinho:


Quatro anos da tragédia em Brumadinho: 270 mortes, três desaparecidos e nenhuma punição - 
Jornal o Globo: 

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Minhas Notas:

Até eu ri desta charge.
Mas não foi nada engraçada a resposta que a Vale do Rio Doce deu às vitimas  do rompimento da Barragem de Brumadinho.






01/06/2026

O Gato Preto - Edgar Allan Poe Conto Completo


Fonte: CONTO O Gato Preto - Edgar Allan Poe ⋅ Conto Completo

Sem data   (Site Fantástica Cultural)

https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/33/o_gato_preto_-_edgar_allan_poe__conto_completo




Um jovem casal leva uma vida pacífica na companhia de um misterioso gato preto. Tudo muda, porém, quando o marido deixa-se levar pela bebida e, irascível, acaba por matar o animal em um acesso de fúria, desencadeando uma série de horrores até então inimagináveis.





Para a muito estranha embora muito familiar narrativa que stou a escrever, não espero nem solicio crédito. Louco, em verdade, seria eu para esperá-lo, num caso em que meus próprios sentidos rejeitam seu próprio testemunho. Contudo, louco não sou e com toda a certeza não estou sonhando. Mas amanhã morrerei e hoje quero aliviar minha alma.

Meu imediato propósito é apresentar ao mundo, plena e sucintamente e sem comentário, uma série de simples acontecimentos domésticos. Pelas suas consequências, estes acontecimentos me aterrorizaram, me torturaram e me aniquilaram. Entretanto, não tentarei explicá-los. Para mim, apenas se apresentam cheios de horror. Para muitos, parecerão menos terríveis do que grotescos. Mais tarde, talvez, alguma inteligência se encontre que reduza meu fantasma a um lugar comum, alguma inteligência mais calma, mais lógica e bem menos excitável do que a minha e que perceberá, nas circunstâncias que pormenorizo com terror, apenas a vulgar sucessão de causas e efeitos, bastante naturais

Salientei-me, desde a infância, pela docilidade e humanidade de caráter. Minha ternura de coração era mesmo tão notável, que fazia de mim motivo de troça de meus companheiros. Gostava de modo especial de animais e meus pais permitiam que eu possuísse grande variedade de bichos favoritos. Gastava com eles a maior parte de meu tempo e nunca me sentia tão feliz como quando lhes dava comida e os acariciava. Esta particularidade de caráter aumentou com o meu crescimento e, na idade adulta, dela extraía uma de minhas principais fontes de prazer. Aqueles que têm dedicado afeição a um cão fiel e inteligente, pouca dificuldade tenho em explicar a natureza, ou a intensidade, da recompensa que daí deriva. Há qualquer coisa no amor sem egoísmo e abnegado de um animal, que atinge diretamente o coração de quem tem tido frequentes ocasiões de experimentar a amizade mesquinha e a fidelidade frágil do simples Homem.


Casei-me ainda moço e tive a felicidade de encontrar em minha mulher um caráter adequado ao meu. Observando minha predileção pelos animais domésticos, não perdia ela oportunidade de procurar os das espécies mais agradáveis. Tínhamos pássaros, peixes dourados, um lindo cão, coelhos, um macaquinho e um gato.

Este último era um belo animal, notavelmente grande, todo preto e de uma sagacidade de espantar. Ao falar da inteligência dele, minha mulher, que no íntimo não tinha nem um pouco de superstição, fazia frequentes alusões à antiga crença popular que olhava todos os gatos pretos como feiticeiras disfarçadas. Não que ela se mostrasse jamais séria a respeito desse ponto e eu só menciono isto, afinal, pelo simples fato de, justamente agora, ter-me vindo à lembrança.


Plutão - assim se chamava o gato - era o meu preferido e companheiro. Só eu lhe dava de comer e ele me acompanhava, por toda a parte da casa, por onde eu andasse. Era mesmo com dificuldade que eu conseguia impedi-lo de acompanhar-me pelas ruas. Nossa amizade durou, desta maneira, muitos anos, nos quais meu temperamento geral e meu caráter - graças à Diabólica Intemperança - tinha sofrido (coro de confessá-lo) radical alteração para pior. Tornava-me dia a dia mais taciturno, mais irritável, mais descuidoso dos sentimentos alheios. Permiti-me mesmo usar de uma linguagem brutal para com minha mulher.
 Por fim, cheguei mesmo a usar de violência corporal. Meus bichos, sem dúvida, tiveram que sofrer essa mudança de meu caráter. Não somente descuidei-me deles, como os maltratava. Quanto a Plutão, porém, tinha para com ele, ainda, suficiente consideração que me impedia de maltratá-lo, ao passo que não tinha escrúpulos em maltratar os coelhos, o macaco ou mesmo o cachorro, quando, por acaso, ou por afeto, se atravessavam em meu caminho. Meu mal, contudo, aumentava, pois que outro mal se pode comparar ao do álcool? E, por fim, até mesmo Plutão, que estava agora ficando velho e, em consequência, um tanto impertinente, até mesmo Plutão começou a experimentar os efeitos do meu mau temperamento.


Certa noite, de volta à casa, bastante embriagado, de uma das tascas dos subúrbios, supus que o gato evitava minha presença. Agarrei-o. Mas nisto, amedrontado com a minha violência, deu-me ele leve dentada na mão. Uma fúria diabólica apossou-se instantaneamente de mim. Cheguei a desconhecer-me. Parecia que minha alma original me havia abandonado de repente e uma maldade mais do que satânica, saturada de álcool, fazia vibrar todas as fibras de meu corpo. Tirei do bolso do sobretudo um canivete, abri-o, agarrei o pobre animal pela garganta e, deliberadamente, arranquei-lhe um dos olhos! Coro, abraso-me, estremeço ao narrar esta condenável atrocidade.

Quando, com a manhã, me voltou a razão, e, com o sono, se dissiparam os fumos da noite de orgia, experimentei uma sensação de horror, meio de remorso, pelo crime de que me tornara culpado. Mas era, quando muito, uma sensação fraca e equívoca e a alma permanecia insensível. De novo mergulhei em excessos e logo afoguei no vinho toda a lembrança do meu ato.



Enquanto isso, o gato, pouco a pouco, foi sarando. A órbita do olho arrancado tinha, é verdade, uma horrível aparência, mas ele parecia não sofrer mais nenhuma dor. Andava pela casa como de costume, mas, como era de esperar, fugia com extremo terror à minha aproximação. Restava-me ainda bastante de meu antigo coração para que me magoasse, a princípio, aquela evidente aversão por parte de uma criatura que tinha sido outrora tão amada por mim. Mas esse sentimento em breve deu lugar a irritação. E então apareceu, como para minha queda final e irrevogável, o espírito de perversidade. Desse espírito não cuida a filosofia. Entretanto, tenho menos certeza da existência de minha alma do que de ser essa perversidade um dos impulsos primitivos do coração humano, uma das indivisíveis faculdades primárias, ou sentimentos, que dão direção ao caráter do homem. Quem não se viu centenas de vezes a cometer um ato vil ou estúpido sem outra razão senão a de saber que não devia cometê-lo? Não temos nós uma perpétua inclinação, apesar de nosso melhor bom-senso, para violar o que é a Lei, pelo simples fato de compreendermos que ela é a lei? O espírito da perversidade, repito, veio a causar minha derrocada final. Foi esse anelo insondável da alma, de torturar-se a si próprio, de violentar sua própria natureza, de praticar o mal pelo mal, que me levou a continuar e, por fim, a consumar a tortura, que já havia infligido ao inofensivo animal. Certa manhã, a sangue frio, enrolei um laço em seu pescoço e enforquei-o no ramo de uma árvore, enforquei-o com as lágrimas jorrando-me dos olhos e com o mais amargo remorso no coração. Enforquei-o porque sabia que ele me tinha amado e porque sentia que ele não me tinha dado razão para ofendê-lo. Enforquei-o porque, sabia que, assim fazendo, estava cometendo um pecado, um pecado mortal, que iria pôr em perigo a minha alma imortal, colocando-a - se tal coisa fosse possível - mesmo fora do alcance da infinita misericórdia do mais Misericordioso e mais Terrível Deus.




Na noite do dia em que pratiquei essa crudelíssima façanha, fui despertado do sono pelos gritos de fogo! As cortinas de minha cama estavam em chamas. A casa inteira ardia. Foi com grande dificuldade que minha mulher, uma criada e eu mesmo conseguimos escapar ao incêndio. A destruição foi completa. Toda a minha fortuna foi travada, e entreguei-me desde então ao desespero. Não tenho a fraqueza de buscar estabelecer uma relação de causa e efeito, entre o desastre e a atrocidade, mas estou relatando um encadeamento de fatos e não desejo que nem mesmo um possível elo seja negligenciado. Visitei os escombros no dia seguinte ao incêndio. Todas as paredes tinham caído, exceto uma, e esta era a de um aposento interno, não muito grossa, que se situava mais ou menos no meio da casa e contra a qual permanecera a cabeceira de minha cama. O estuque havia, em grande parte, resistido ali à ação do fogo, fato que atribuí a ter sido ele recentemente colocado. Em torno dessa parede reuniu-se compacta multidão e muitas pessoas pareciam examinar certa parte especial dela, com uma atenção muito ávida e minuciosa. As palavras "estranho!", "singular" e expressões semelhantes excitaram minha curiosidade. Aproximei-me e vi, como se gravada em baixo-relevo, sobre a superfície branca, a figura de um gato gigantesco. A imagem fora reproduzida com uma nitidez verdadeiramente maravilhosa. Havia uma corda em redor do pescoço do animal.



Ao dar a princípio com essa aparição - pois não podia deixar de considerá-la senão isso - meu espanto e meu terror foram extremos. Mas, afinal, a reflexão veio em meu auxílio. O gato, lembrava-me, tinha sido enforcado num jardim, junto da casa. Ao alarmai de fogo, esse jardim se enchera imediatamente de povo e alguém devia ter cortado a corda, que prendia o animal à árvore e o lançara por uma janela aberta, dentro de meu quarto. Isto fora provavelmente feito com o propósito de despertar-me. A queda de outras paredes tinha comprimido a vítima de minha crueldade de encontro à massa do estuque, colocado de pouco, cuja cal, com as chamas e o amoníaco do cadáver, traçara então a imagem, tal como a vi.

Embora assim prontamente procurasse satisfazer a minha razão, se não de todo a minha consciência, a respeito do surpreendente fato que acabo de narrar, nem por isso deixou ele de causar profunda impressão na minha imaginação. Durante meses eu não me pude libertar do fantasma do gato e, nesse período, voltava-me ao espírito um vago sentimento, que parecia remorso, mas não era. Cheguei a ponto de lamentar a perda do animal e de procurar, entre as tascas ordinárias que eu agora habitualmente frequentava, outro bicho da mesma espécie e de aparência um tanto semelhante, com que substituí-lo.



Certa noite, sentado, meio embrutecido, num antro mais que infame, minha atenção foi de súbito atraída para uma coisa preta que repousava em cima de um dos imensos barris de genebra ou de rum, que constituíam a principal mobília da sala. Estivera a olhar fixamente para o alto daquele barril, durante alguns minutos, e o que agora me causava surpresa era o fato de que não houvesse percebido mais cedo a tal coisa ali situada.Aproximei-me e toquei-a com a mão. Era um gato preto, um gato bem grande, tão grande como Plutão, e totalmente semelhante a ele, exceto em um ponto. Plutão não tinha pelos brancos em parte alguma do corpo, mas este gato tinha uma larga, embora imprecisa mancha branca, cobrindo quase toda a região do peito. Logo que o toquei, ele imediatamente se levantou, ronronou alto, esfregou-se contra minha mão e pareceu satisfeito com o meu carinho. Era, pois, aquela a criatura mesma que eu procurava.

Imediatamente tentei comprá-lo ao taverneiro, mas este disse que não lhe pertencia o animal, nada sabia a seu respeito e nunca o vira antes.

Continuei minhas carícias e, quando me preparei para voltar para casa, o animal deu mostras de querer acompanhar-me. Deixei que assim o fizesse, curvando-me, às vezes, e dando-lhe palmadinhas, enquanto seguia. Ao chegar à casa, ele imediatamente se familiarizou com ela e se tornou desde logo grande favorito de minha mulher.


De minha parte, depressa comecei a sentir despertar em mim antipatia contra ele. Isto era, precisamente, o reverso do que eu tinha previsto, mas - não sei como ou por que - sua evidente amizade por mim antes me desgostava e aborrecia. Lenta e gradativamente esses sentimentos de desgosto e aborrecimento se transformaram na amargura do ódio. Evitava o animal; certa sensação de vergonha e a lembrança de minha antiga crueldade impediam-me de maltratá-lo fisicamente. Durante algumas semanas abstive-me de bater-lhe ou de usar contra ele de qualquer outra violência, mas gradualmente, bem gradualmente, passei a encará-lo com indizível aversão e a esquivar-me, silenciosamente, à sua odiosa presença, como a um hálito pestilento.

O que aumentou sem dúvida meu ódio pelo animal foi a descoberta, na manhã seguinte à em que o trouxera para casa, de que, como Plutão, fora também privado de um de seus olhos. Essa circunstância, porém, só fez aumentar o carinho de minha mulher por ele; ela, como já disse, possuía, em alto grau, aquele humano sentimento que fora outrora o traço distintivo e a fonte de muitos dos meus mais simples e mais puros prazeres.

Com a minha aversão por esse fato, porém, sua predileção por mim parecia aumentar. Acompanhava meus passos com uma pertinácia que o leitor dificilmente compreenderá. Em qualquer parte onde me sentasse, enroscava-se ele debaixo de minha cadeira, ou pulava sobre meus joelhos, cobrindo-me com suas carícias repugnantes. Se me levantava para andar, metia-se entre meus pés, quase a derrubar-me, ou cravando suas longas e agudas garras em minha roupa, subia dessa maneira até o meu peito. Nessas ocasiões, embora tivesse o desejo de matá-lo com uma pancada, era impedido de fazê-lo, em parte por me lembrar de meu crime anterior, mas, principalmente - devo confessá-lo sem demora - por absoluto pavor do animal.


Esse pavor não era exatamente um pavor de mal físico, e, contudo, não saberia como defini-lo de outra forma. Tenho quase vergonha de confessar - sim, mesmo nesta cela de criminoso - tenho quase vergonha de confessar que o terror e o horror, que o animal me inspirava, tinham sido aumentados por uma das mais simples quimeras que seria possível conceber.

Minha mulher chamara mais de uma vez minha atenção para a natureza da marca de pelo branco de que falei e que constituía a única diferença visível entre o animal estranho e o que eu havia matado. O leitor há de recordar-se que esta mancha, embora larga, fora a princípio de forma bem imprecisa, mas, por leves gradações - gradações quase imperceptíveis e que, durante muito tempo, a razão forcejou para rejeitar como imaginárias - tinha afinal assumido uma rigorosa precisão de contorno. Era agora a reprodução de um objeto que tremo em nomear - e por isso, acima de tudo, eu detestava e temia o monstro e ter-me-ia livrado dele, se o ousasse - era agora, digo, a imagem de uma coisa horrenda, de uma coisa apavorante, de uma forca. Oh! Lúgubre e terrível máquina de Horror e de Crime, de Agonia e de Morte.


E então eu era em verdade um desgraçado, mais desgraçado que a própria desgraça Humana. E um bronco animal, cujo companheiro eu tinha com desprezo destruído, um bronco animal preparava para mim - para mim, homem formado à imagem do Deus Altíssimo - tanta angústia intolerável. Ai de mim! Nem de dia nem de noite era-me dado mais gozar a bênção do repouso! Durante o dia, o bicho não me deixava um só momento e, de noite, eu despertava, a cada instante, de sonhos de indizível pavor para sentir o quente hálito daquela coisa no meu rosto, e o seu enorme peso, encarnação de pesadelo, que eu não tinha forças para repelir, oprimindo eternamente o meu coração!

Sob a pressão de tormentos tais como estes, os fracos restos de bondade que havia em mim sucumbiram. Meus únicos companheiros eram os maus pensamentos, os mais negros e maléficos pensamentos. O mau humor de meu temperamento habitual aumentou, levando-me a odiar todas as coisas e toda a humanidade; ao passo que minha resignada esposa era a mais constante e mais paciente vítima das súbitas, frequentes e indomáveis explosões de uma fúria a que eu agora me abandonava cegamente.


Certo dia ela me acompanhou, para alguma tarefa doméstica, até a adega do velho prédio que nossa pobreza nos compelira a ter de habitar. O gato desceu os degraus, seguindo-me e quase me lançou ao chão, exasperando-me até à loucura. Erguendo um machado, e esquecendo na minha cólera o medo pueril, que tinha até ali sustido minha mão, descarreguei um golpe no animal, que teria, sem dúvida, sido instantaneamente fatal, se eu o houvesse assestado como desejava. Mas esse golpe foi detido pela mão de minha mulher. Espicaçado por essa intervenção, com uma raiva mais do que demoníaca, arranquei meu braço de sua mão e enterrei o machado no seu crânio. Ela caiu morta imediatamente, sem um gemido.

Executado tão horrendo crime, logo e com intensa decisão entreguei-me à tarefa de ocultar o corpo. Sabia que não podia removê-lo da casa, nem de dia nem de noite, sem correr o risco de ser observado pelos vizinhos. Muitos projetos me atravessavam a mente. Em dado momento pensei em cortar o cadáver em pedaços miúdos e queimá-los. Em outro, resolvi cavar uma cova para ele, no chão da adega. De novo deliberei lançá-lo no poço do pátio, metê-lo num caixote, como uma mercadoria, com os cuidados usuais, e mandar um carregador retirá-lo da casa. Finalmente, detive-me no que considerei um expediente bem melhor que qualquer um destes. Decidi emparedá-lo na adega, como se diz que os monges da Idade Média emparedavam suas vítimas.



Para um objetivo semelhante estava a adega bem adaptada. Suas paredes eram de construção descuidada e tinham sido ultimamente recobertas, por completo, de um reboco grosseiro, cujo endurecimento a umidade da atmosfera impedira. Além disso, em uma das paredes havia uma saliência causada por uma falsa chaminé ou lareira, que fora tapada para não se diferençar do resto da adega. Não tive dúvidas de que poderia prontamente retirar os tijolos naquele ponto, introduzir o cadáver e emparedar tudo como antes, de modo que olhar algum pudesse descobrir qualquer coisa suspeita.

E não me enganei nesse cálculo. Por meio de um gancho desalojei facilmente os tijolos e, tendo cuidadosamente depositado o corpo contra a parede interna, sustentei-o nessa posição, enquanto, com pequeno trabalho, repus toda a parede no seu estado primitivo; tendo procurado argamassa, areia e fibra, com todas as precauções possíveis preparei um estuque que não podia ser distinguido do antigo e com ele, cuidadosamente, recobri o novo entijolamento. Quando terminei, senti-me satisfeito por ver que tudo estava direito. A parede não apresentava a menor aparência de ter sido modificada. Fiz a limpeza do chão, com o mais minucioso cuidado. Olhei em torno com ar triunfal e disse a mim mesmo: "Aqui pelo menos meu trabalho não foi em vão!"

Tratei, em seguida, de procurar o animal, que fora causa de tamanha desgraça pois resolvera afinal decididamente matá-lo. Se tivesse podido encontrá-lo naquele instante, não poderia haver dúvida a respeito de sua sorte. Mas parecia que o manhoso animal ficara alarmado com a violência de minha cólera anterior e evitava arrostar a minha raiva do momento. É impossível descrever ou imaginar a profunda e abençoada sensação do alívio que a ausência da detestada criatura causava no meu íntimo. Não me apareceu durante a noite. E assim, por uma noite pelo menos, desde que ele havia entrado na casa, dormi profunda e tranquilamente. Sim, dormi, mesmo com o peso de uma morte na alma.

O segundo e o terceiro dia se passaram, e, no entanto, o meu carrasco não apareceu. Mais uma vez respirei, como um homem livre. Aterrorizado, o monstro abandonara a casa para sempre! Não mais o veria! Minha ventura era suprema! Muito pouco me perturbava a culpa de minha negra ação. Poucos interrogatórios foram feitos e tinham sido prontamente respondidos. Dera-se mesmo uma busca, mas, sem dúvida, nada foi encontrado. Considerava assegurada a minha futura felicidade.

No quarto dia, depois do crime, chegou, bastante inesperadamente, à casa, um grupo de policiais, que procedeu de novo à rigorosa investigação dos lugares. Confiando, porém, na impenetrabilidade de meu esconderijo, não senti o menor incômodo. Os agentes ordenaram-me que os acompanhasse em sua busca. Nenhum escaninho ou recanto deixaram inexplorado. Por fim, pela terceira ou quarta vez, desceram à adega. Nenhum músculo meu estremeceu. Meu coração batia calmamente, como o de quem dorme o sono da inocência. Caminhava pela adega de ponta a ponta; cruzei os braços no peito e passeava tranquilo para lá e paia cá. Os policiais ficaram inteiramente satisfeitos e preparavam-se para partir. O júbilo de meu coração era demasiado forte para ser contido. Ardia por dizer pelo menos uma palavra, a modo de triunfo, e para tornar indubitavelmente segura a certeza neles de minha inculpabilidade.


- Senhores - disse por fim, quando o grupo subia a escada.

- Sinto-me encantado por ter desfeito suas suspeitas. Desejo a todos saúde e um pouco mais de cortesia. A propósito, cavalheiros, esta é uma casa muito bem construída... (no meu violento desejo de dizer alguma coisa, com desembaraço, eu mal sabia o que ia falando) - posso afirmar que é uma casa excelentemente bem construída. Estas paredes - já vão indo, senhores? - estas paredes estão solidamente edificadas.

E aí, por simples frenesi de bravata, bati pesadamente com uma bengala, que tinha na mão, justamente naquela parte do entijolamento, por trás do qual estava o cadáver da mulher de meu coração.

Mas, praza a Deus proteger-me e livrar-me das garras do Demônio! Apenas mergulhou no silêncio a repercussão de minhas pancadas, logo respondeu-me uma voz do túmulo. Um gemido, a princípio velado e entrecortado, como o soluçar de uma criança, que depois rapidamente se avolumou, num grito prolongado, alto e contínuo, extremamente anormal e inumano, um urro, um guincho lamentoso, meio de horror e meio de triunfo, como só do Inferno se pode erguer, a um tempo, das gargantas dos danados na sua agonia e dos demônios que exultam na danação.

Loucura seria falar de meus próprios pensamentos. Desfalecendo, recuei até a parede oposta. Durante um minuto o grupo que se achava na escada ficou imóvel, no paroxismo do medo e de pavor. Logo depois uma dúzia de braços robustos se atarefava em desmanchar a parede. Ela caiu inteiriça. O cadáver, já grandemente decomposto e manchado de coágulos de sangue, erguia-se, ereto, aos olhos dos espectadores. Sobre sua cabeça, com a boca vermelha escancarada e o olho solitário chispante, estava assentado o horrendo animal, cuja astúcia me induzira ao crime e cuja voz delatora me havia apontado ao carrasco. Eu havia emparedado o monstro no túmulo.





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Minhas Notas:

Li este Livro pela pela primeira vez em 2005 numa biblioteca escolar.